Exposição “Remando pela Amazônia” retrata o uso dos remos pelos ribeirinhos

"A colocação dos remos, flutuando no espaço, pendurados do texto, acentua o conceito de que eles abrem caminhos. Nesse sentido, a proposta da exposição de ter remos em estado bruto para as pessoas interagirem fomenta ainda mais a ideia de que eles dialogam, de maneira distinta e igualmente rica, com cada indivíduo, com a região e com a cultura nacional.
Muito mais que um remo com interferências, cada obra é o passaporte para viagens internas de quem os produziu e de quem os vê. O olhar sobre eles é uma forma de interpretar o modo de ser e de viver a Amazônia, valorizando a fascinante capacidade humana de se adaptar e conviver em harmonia com a imensidão de um ambiente a ser desvendado e respeitado."







Crítica: o encanto da paisagem santarena e suas transformações através das imagens 


"Nossa tentativa foi a de mostrar como ele traz uma poética que pensa a transformação da paisagem santarena, tanto a partir de arquivos de jornais quanto de uma documentação fotográfica da paisagem local, para então fazer a sua proposição no campo das artes visuais", conta o professor Fletcher.
"A metodologia envolveu não somente uma crítica da imagem para que elas (alunas) falassem das relações, tanto com a paisagem local de Santarém, de ontem e hoje, quanto com técnicas e aspectos que são encontrados na história da arte brasileira. Mais especificamente, tivemos uma conexão muito grande com pintores do sudeste, também com o trabalho da Anita Malfati que, de alguma forma, serviram de base para pensar um pouco da estrutura mais referencial da proposta dele", explica o professor.
O trabalho foi desenvolvido a partir de entrevistas da turma com o artista e também teve como objetivo fomentar a visitação dos espaços culturais e das exposições artísticas realizadas em Santarém.

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